No dia 9 de janeiro de 2003, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei nº 10.639 que instituiu a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileiras nas escolas públicas e particulares. Para suprir esta lacuna, a Editora Ética lançou a Coleção História e Cultura Afro-Brasileira. E decidiu ir à luta para "desconstruir a versão oficial sobre a participação dos negros na história e construir uma nova experiência", conforme destacou o diretor da empresa, o professor Ailton Passos, em reunião realizada na tarde de ontem com o deputado Bira Coroa (PT), presidente da Comissão de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Serviço Público.
O petista resolveu encampar mais esta batalha e já marcou para o próximo dia 13 uma reunião do colegiado para ouvir as argumentações do professor. Além disso, ele pretende também encaminhar indicações à Secretaria Estadual de Educação e ao Ministério da Educação, solicitando que seja "estreitado o tempo para a efetiva aplicação da lei, que ajuda no resgate da história de nosso povo".
Um dos autores dos livros, o bibliotecário e professor Ubiraci Santos, especialista em cultura afro-brasileira, também participou da reunião. Ele destacou que a idéia da Editora Ética não é "entregar um pacote fechado, mas sim construir junto com os municípios uma proposta descentralizada".